Tesoureiro de partido no Brasil é morto a tiros com escalada da violência política pré-eleitoral

O Marcelo Arruda, um apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi morto por um suposto apoiador do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu.

A seguir, no Rádio Mundial FM, entenda o que aconteceu.

Tesoureiro de partido no Brasil é morto a tiros com escalada da violência política pré-eleitoral

Por que Marcelo Arruda foi assassinado?

Marcelo Arruda era uma autoridade local do Partido dos Trabalhadores (PT), de oposição esquerdista no Brasil, e foi morto a tiros no sábado, dia 09 de julho de 2022.

De acordo com a polícia estadual e uma testemunha, o responsável pelo assassinato é Jorge José da Rocha Guaranho – suposto apoiador do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Teoricamente, ele teria entrado na festa de aniversário de Arruda, que acontecia em Foz do Iguaçu, gritando em apoio ao Bolsonaro e atirando em Arruda.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná liberou um comunicado, o qual dizia que Arruda e Guaranho “tiveram um desentendimento” durante o evento e isso resultou em ambos os homens baleados. Arruda veio a falecer enquanto o Guaranho estava nos cuidados intensivos. O Partido dos Trabalhadores, um tempo antes, havia dito que o Guaranho também havia morrido.

De qualquer forma, a morte de Arruda traz uma perspectiva negativa para as eleições gerais, que vão acontecer em outubro, devido a intensa divergência política que o país está passando.

O que aconteceu na festa de aniversário de Marcelo Arruda?

Um boletim de ocorrência da Polícia Civil do Paraná e uma testemunha indicam que o Guaranho apareceu na festa sem ser convidado. Chegou apontando a arma enquanto gritava diversos insultos aos convidados presentes, além de palavras em apoio ao Bolsonaro. O jornalista que estava na festa, Aluizio Palmar, acrescentou dizendo que Guaranho se referia ao presidente como uma lenda.

Palmar falou que ele saiu e voltou depois de uns 20 minutos, apontando a arma para Arruda – que alegou ser membro das forças de segurança e ordenou que parasse. Imagens de câmeras de segurança e conforme o boletim de ocorrência da polícia civil, os dois homens rolavam no chão enquanto estavam feridos.

Gleisi Hoffmann, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, disse: “Mais um camarada querido faleceu esta manhã, vítima de intolerância, ódio e violência política.”

O gabinete de Jair Bolsonaro não respondeu a um pedido de comentário logo em seguida. Nas redes sociais, o presidente repetiu um post de 2018, onde recusava apoiar aqueles que praticam violência contra adversários – “Peço a esse tipo de gente, por consistência, que mude de lado e apoie a esquerda”, publicou em seu perfil no Twitter.

Em adição, Jair Bolsonaro reclama frequentemente do Lula e de seus aliados. Ele disse que não aceita nenhuma perda eleitoral, fazendo alegações infundadas de fraude eleitoral e citou problemas em relação ao sistema de votação eletrônica no país.